Nossa Maior Intimidade com Alguém não é a Relação Sexual

Somos seres biológicos, cujo instinto básico é a necessidade sexual, que constitui a precondição necessária à reprodução humana;

A nossa necessidade sexual é comum aos dois gêneros, homens e mulheres;

A espécie humana, em sua atual configuração física, existe há 280 mil anos. É o que nos ensina a moderna Antropologia;

Desde sempre, a hierarquia nas famílias humanas foi a patriarcal, isto é, com os homens no papel de provedores econômicos e de segurança da família e as mulheres no de mães e primeiras educadoras dos filhos;

O papel das mulheres sempre foi subordinativo ao dos homens. Estes, notadamente os poderosos, exerciam direitos de propriedade sobre as mulheres. Lembrete: cintos de castidade e haréns;

O movimento de emancipação das mulheres teve início com a revolução industrial na Inglaterra e mais decididamente a partir do fim do século 19. Portanto, efetivamente há uns 120 anos e continua a marcha rumo à igualdade de direitos das mulheres na prática;

O movimento teve avanços significativos quando as mulheres puderam votar e frequentar as universidades. A invenção da pílula anticoncepcional representou um salto quântico porque permitiu a elas controlar o engravidamento e aumentar a sua autonomia social;

A barreira religiosa-cultural da preservação da virgindade até o casamento foi gradualmente desaparecendo e deixou de ser um parâmetro de virtude em praticamente todos os países “modernos”;

Ainda assim, as mulheres continuam a ser estigmatizadas como promíscuas quando têm comportamento sexual tido como excessivamente liberal;

A ambiguidade entre o sexo como necessidade biológica e a referência cultural e religiosa de ser algo proibido, “sujo”, pecaminoso, notadamente quando analisado sob a perspectiva da infidelidade conjugal;

A relação sexual tem, necessariamente, uma graduação que vai da relação sexual “mecânica” até aquela que representa a perfeita simbiose entre o encontro das esferas física e espiritual;

Quanto maior essa simbiose, melhor é, em tese, a qualidade da relação sexual. É preciso distinguir entre sexo com intimidade e sexo sem intimidade;

A intimidade é definida como o grau de compatibilidade afetiva e intelectual entre os parceiros sexuais;

Quando os parceiros vivem uma relação conjugal de longa duração, a qualidade dela é ditada pelo grau de harmonia interpessoal medida pela necessária compatibilidade intelectual, econômica e social;

Uma relação conjugal duradora tipicamente atravessa 5 estágios:

- da paixão

- da realidade (descobrir a essência do parceiro – a honestidade ao se desnudar espiritualmente)

- do ajuste (o conceito de Hora da Verdade)

- do recompromisso, e

- da consolidação

Uma relação conjugal se sustenta enquanto as comunalidades entre os parceiros forem maiores do que as diferenças individuais;

A terapia de casal para quem precisa de ajuda para encontrar o ponto de equilíbrio.

Entrevista com Marquinhos Vilas Boas: Escravidão Emocional

A nossa dependência e o nosso apego podem nos escravizar emocionalmente, especialmente se o nível de nossa autoestima depender de outrem. A necessidade de apreciação, de elogio, de carinho ou de atenção faz com que nos tornemos vulneráveis e que possamos querer entregar o nosso destino a um terceiro, que passa a ditar as condições em que vivemos a vida e, consequentemente, o nível de nossa felicidade.