MELANCOLIA NATALINA


24 de dezembro de mais um ano. Véspera de mais um Natal, que, no mundo cristão, celebra o nascimento de Jesus Cristo, mas que é também comemorado por pessoas de outros credos religiosos, agnósticas ou ateias, que se aproveitam da ocasião para presentear entes próximos nesse evento de congraçamento familiar. Mas, além de religioso, o Natal é um evento econômico dos mais significativos.

Dezembro é o mês de maior sensibilidade emocional para pessoas melancólicas, porque é na virada do ano que a humanidade faz o balanço do ano que finda e traça a esperança em relação ao ano novo que se inicia.

Pessoas melancólicas tendem a ser permanentemente tristonhas. Geralmente são introvertidas, solitárias, pensadoras, muitas vezes têm vocação para a genialidade e o dom artístico e criativo. São perfeccionistas, comedidas no compasso da vida, com compreensão clara de tarefas e sistemas, mente analítica-crítica e desafiadora, além de visão clara das dificuldades e possibilidades de um projeto a realizar.

Tendem a ser cronicamente mal humoradas e negativistas, com tendência à depressão e dificuldade para se relacionarem socialmente. Têm poucos amigos e vivem de acordo com rotinas e hábitos difíceis de mudar, têm tendência suicida, baixa autoestima e são pessimistas por natureza.

Para pessoas com esse perfil, o Natal pode desencadear a Melancolia Natalina, que é um estado depressivo passageiro, causado pela percepção inconsciente de que envelheceram mais um ano e que, portanto, estão mais próximas da morte, que é inevitável na vida, mas é também um dos fatores mais angustiantes para todos os seres humanos.

No caso brasileiro, a Melancolia Natalina poderá ser bastante agravada em razão da conjuntura social, econômica e política do país. A população está desesperançosa diante do evidente apodrecimento institucional a que assistimos impotentes. O país vive uma crise moral como jamais antes vivida. A saída dela não está à vista e um líder de credibilidade imaculada, que possa conduzir a nação a um porto seguro, haverá, ainda, de despontar no horizonte.

Aos meus amigos e amigas virtuais no Facebook e a todos que me conhecem pessoalmente, desejo que não sejam vítimas da Melancolia Natalina e que o ano novo lhes traga a realização de sonhos e objetivos e lhes proporcione o que todos almejamos na vida – a Felicidade.